
“Que Dia é Hoje” | Dia Mundial do Cinema
QUE DIA É HOJE? 5 DE NOVEMBRO, O DIA MUNDIAL DO CINEMA!

Neste dia, celebramos a sétima arte! Aquela que, para muitos, é a arte mais mágica pela sua capacidade de atrair, alterar e construir as emoções daqueles que a apreciam.
Na ULusófona, o cinema é muito mais do que apenas uma disciplina de estudo que dá origem a várias áreas de investigação; é a espinha dorsal de uma comunidade que cria, promove, conquista e leva o cinema português por toda a Europa e pelos continentes ao redor do mundo. Através do Departamento de Cinema e Artes dos Media e da Lusófona Filmes, a Universidade liga a aprendizagem técnica à experimentação narrativa, preparando os estudantes para os desafios do mercado de trabalho e da criação de autor e promovendo todo o trabalho desenvolvido por estes.
Mas o cinema não surgiu na Lusófona de forma espontânea! O percurso começou, em meados de 1996, de forma discreta, enquanto ramo de especialização audiovisual dentro da licenciatura em Ciências da Comunicação. O aumento do interesse demonstrado pela comunidade motivou a autonomia da área de estudos e, consequentemente, o nascimento da Licenciatura em Cinema, em 2002. Mas este início foi particularmente desafiador. Nos primeiros anos da Licenciatura, a Universidade combateu o preconceito instalado no meio artístico e cinematográfico português, historicamente dominado pelo ensino público, provando o seu valor através do mérito e da inserção de diplomados que alcançaram o sucesso no mercado de trabalho.
Desde 2007, temos alcançado marcos importantes no âmbito interno com forte impacto social, passando pela criação do DCAM, pela abertura oficial do Cinema Fernando Lopes — uma sala de cinema que regista médias de 12.500 espectadores anuais e que vem servindo de ponte onde os próprios alunos programam, gerem sessões e aprendem com profissionais do sector — e, finalmente, alcançando a projeção internacional por meio da criação e coordenação da Universidade Europeia de Cinema e Artes dos Media, a FilmEU.
Recentemente, a Universidade integrou, no novo Estúdio Eduardo Serra, uma estrutura de ecrãs LED que acrescenta uma nova dimensão tecnológica à Licenciatura em Cinema. Esta integração deu origem à primeira disciplina voltada para a produção virtual, ministrada no âmbito da Licenciatura por professores e investigadores que fazem parte de projetos coordenados pela FilmEU, como o Cutting Edges — Virtual Production at the Edges of the European Union. 
O RECONHECIMENTO
Embora a celebração do cinema assuma várias datas ao longo do ano, o dia 5 de novembro é reconhecido nacionalmente e celebrado por muitas instituições e associações de cinema em diversos países de língua portuguesa.
As celebrações desta data são acompanhadas pelo trabalho e dedicação dos cineastas, realizadores, guionistas, argumentistas, atores e de todas as funções dentro de uma equipa de produção. Mas também por um passado que evidencia as primeiras sessões públicas de cinema, entre as quais a que foi organizada pelos irmãos Auguste e Louis Lumière, em 28 de dezembro de 1895, após criarem o Cinematógrafo no dia 13 de fevereiro do mesmo ano.
Desta forma, os irmãos Lumière deram início a uma transformação da experiência visual científica e individual, que viria a tornar-se num espetáculo cultural de massas ou, como o conhecemos atualmente, em sessões de cinema.
Apesar de o dia 5 de novembro não ter um reconhecimento global uniforme por parte de organismos mundiais como a UNESCO, a data possui um forte reconhecimento comunitário e industrial no espaço lusófono. Serve de ponto de reflexão para a preservação da memória cinematográfica, o apoio à produção nacional e a afirmação das novas gerações de criadores.
Todos os anos, espaços, instituições, associações e escolas celebram este dia e dedicam-no a todas as pessoas que lutam para levar pessoas ao cinema. A adesão ao cinema mudou drasticamente nos últimos anos, impulsionada pela digitalização e por novas dinâmicas de consumo. Mais do que um “fim do cinema”, assiste-se a uma transformação profunda da sua relevância cultural e do seu modelo de negócio.
A pandemia foi um período marcante que impulsionou essa transformação, promovendo novos hábitos de consumo de conteúdos audiovisuais e desenvolvendo, no consumidor, novas perspetivas a respeito de uma “ida ao cinema” e do seu impacto cultural. As plataformas de streaming tornaram-se o principal inimigo da sétima arte, acompanhadas pela redução das janelas de exibição. Existe uma diferença significativa no período de tempo que uma obra leva para passar do cinema para os formatos caseiros. Uma janela que antes levava cerca de 6 ou mais meses, atualmente leva aproximadamente 45 dias.
A primeira cúpula do cinema reuniu executivos, emissoras de tv, produtores, distribuidores e representantes da indústria para discutirem o futuro do cinema, em França. O “Fórum Lumère”, realizado no dia 7 de setembro de 2026, abordou temas como o impacto da IA generativa e a redução constante da adesão aos cinemas desde a pandemia da covid-19.
O FUTURO DA SÉTIMA ARTE SEGUE NAS NOSSAS MÃOS
A Universidade Lusófona impulsiona definitivamente e promove a utilização das novas tecnologias no âmbito da produção cinematográfica. Contudo, sabemos que a matéria-prima da indústria é o olhar criativo daqueles que estão por trás das câmaras.
Manter a chama do cinema acesa exige mais do que lamentar a mudança de tempos ou a transformação das salas. Exige ocuparmos o ecrã, apoiarmos as salas independentes e, acima de tudo, darmos espaço e escuta às vozes de quem está agora a desenhar as imagens do amanhã.
O nosso objetivo passa por garantir o futuro dos criadores emergentes e valorizar a ousadia, a experimentação e a paixão de quem escolheu contar histórias através das telas.
Descobre, assiste e partilha as obras e os projetos dos estudantes do DCAM da Universidade Lusófona na plataforma da Lusófona Filmes. Apoia o novo cinema feito cá dentro e ajuda a manter a magia viva!
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Créditos e Ficha Técnica
Coordenação: Anna Coutinho, Carlos Chagas e Inês Teixeira
Texto: Carlos Chagas
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